Sei que algo me falta
Algo que me incendeia.
Algo que não sei dizer.
Alguma coisa em mim
É um desejo inusitado
Que persiste até doer.
Sinto um peso n’alma
Que é quase um gesto...
Um gesto de desespero
Feito da mais fria calma
De um kamikaze que
Sabe que vai morrer.
F.Silmes
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O Mergulho
In memoriam a Ana C.
Estranho silêncio pelo apartamento
Nenhuma musica
Nenhum grito
Nenhum barulhinho sequer ao meu lado.
Entre esta noite e tudo aquilo que acredito...
Ouço apenas minhas lágrimas caindo lentas
E num torpor de queda constato o meu salto.
F.Silmes
Estranho silêncio pelo apartamento
Nenhuma musica
Nenhum grito
Nenhum barulhinho sequer ao meu lado.
Entre esta noite e tudo aquilo que acredito...
Ouço apenas minhas lágrimas caindo lentas
E num torpor de queda constato o meu salto.
F.Silmes
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O Silêncio
Vês além das verdades do homem
Que o silêncio é a certeza de todos.
Vês nas flores a metafísica do caos
Dos condenados à superficialidade.
O belo é uma ilusão singela e inútil.
Vês além de tudo o nada a vos esperar
Com alegria e tristeza do outro lado.
Vós sois mortais em carne e sonhos.
Andeis e correis sobre os campos e vales
Enquanto a noite não avança sobre vós
O negro manto das impossibilidades.
Vês a vida e a morte em todas as coisas...
E aprendeis com a efemeridade de tudo
Que o silêncio frio é mais forte no final.
Silmes,Fabiano
Que o silêncio é a certeza de todos.
Vês nas flores a metafísica do caos
Dos condenados à superficialidade.
O belo é uma ilusão singela e inútil.
Vês além de tudo o nada a vos esperar
Com alegria e tristeza do outro lado.
Vós sois mortais em carne e sonhos.
Andeis e correis sobre os campos e vales
Enquanto a noite não avança sobre vós
O negro manto das impossibilidades.
Vês a vida e a morte em todas as coisas...
E aprendeis com a efemeridade de tudo
Que o silêncio frio é mais forte no final.
Silmes,Fabiano
domingo, 26 de outubro de 2008
As Flores de amanhã
Vai toda força ruindo aos poucos
E a vida vai pelo mesmo caminho.
Eis o homem e seu destino incerto
Corre como se eterno o seu domínio,
Mas o tempo corrói todo seu reinado.
Homem, imagem e semelhança do nada.
Oh Ingênuo ser entre todas as criaturas.
Sua ânsia pelo poder há de devorá-lo ainda.
Oh pobre homem, cadáver que se multiplica;
Batalha inutilmente contra o seu triste fado
Mas, cansado, um dia deitar-se-á a sete palmos
Pra alimentar as flores com a lama de sua carne podre.
Silmes,Fabiano
E a vida vai pelo mesmo caminho.
Eis o homem e seu destino incerto
Corre como se eterno o seu domínio,
Mas o tempo corrói todo seu reinado.
Homem, imagem e semelhança do nada.
Oh Ingênuo ser entre todas as criaturas.
Sua ânsia pelo poder há de devorá-lo ainda.
Oh pobre homem, cadáver que se multiplica;
Batalha inutilmente contra o seu triste fado
Mas, cansado, um dia deitar-se-á a sete palmos
Pra alimentar as flores com a lama de sua carne podre.
Silmes,Fabiano
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
A agonia e o desespero

Nunca fui feliz.Tudo foi se transformando em cinzas.
Meu caminho se perdeu nos dissabores da angustia.
Fui da liberdade um escravo, da morte um amante.
Eu lutei com todas as minhas forças e nada ganhei.
Ah! Como sofri em desatino por falta de um abraço.
Toda tristeza eu guardei em meu peito angustiado.
Hoje sou uma sombra fugidia do que eu fui um dia.
Tudo que me resta é escrever no silêncio desta noite,
De febre e dor, os tristes versos da minha despedida.
Silmes,Fabiano
Meu caminho se perdeu nos dissabores da angustia.
Fui da liberdade um escravo, da morte um amante.
Eu lutei com todas as minhas forças e nada ganhei.
Ah! Como sofri em desatino por falta de um abraço.
Toda tristeza eu guardei em meu peito angustiado.
Hoje sou uma sombra fugidia do que eu fui um dia.
Tudo que me resta é escrever no silêncio desta noite,
De febre e dor, os tristes versos da minha despedida.
Silmes,Fabiano
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