sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CONVITE

Hoje a fome tem a minha cara
Eu quero um desapego 
Que me atravesse
Luz dos postes em seta
Cápsulas
deflagradas do sutil

Afago que me falta.

Peito aberto coração exposto
Olhos escorrendo em lágrimas
Na imensidão do instante retido

Sou a paisagem que me desenha
Sem sorriso farto e sem alegria vã.

(Quase um objeto que adormece)

Sou apenas eu e o silêncio de tudo

Gritando nesse vazio tão cheio de mim.

Um comentário:

Rafaela G. Figueiredo disse...

gosto das (co)incidências poéticas, quando alguma luz no universos brilhou pra um e outro, num instante comum de inspiração.
acho q teu poema dialoga com o meu.
e fiquei feliz, pq teus versos são um deleite de q gosto bastante.

bjo